China Investe US$ 98 Bilhões Para Liderar IA Até 2030 Enquanto Startup de US$ 4,5 Bilhões Propõe Fortalecer Trabalhadores — Por Que Estas 24 Horas Revelam a Disputa Global Entre Concentração de Poder e Trabalho Humanizado
يناير 22, 2026 | by Matos AI

Enquanto a China executa uma estratégia de Estado para dominar a inteligência artificial até 2030 com investimentos que chegam a US$ 98 bilhões, uma startup americana de apenas três meses, avaliada em US$ 4,5 bilhões, promete um caminho radicalmente diferente: usar IA para fortalecer trabalhadores, não substituí-los. Essa tensão exposta nas últimas 24 horas não é apenas sobre tecnologia. É sobre modelos de sociedade, trabalho e poder que estão sendo desenhados neste momento.
Dados recentes mostram que 163% é o crescimento do uso de IA na indústria brasileira, segundo o IBGE. Nos Estados Unidos, IA já renova receitas médicas sem médicos em Utah, cobrando US$ 4 por transação. E um estudo de Oxford revela que o ChatGPT favorece nações ocidentais ricas em suas respostas, reforçando hierarquias globais existentes.
No meu trabalho com empresas e governos, tenho visto uma questão se repetir: será que estamos construindo IA para democratizar oportunidades ou para concentrar ainda mais poder e recursos? As notícias das últimas 24 horas tornam essa pergunta impossível de ignorar.
انضم إلى مجموعات WhatsApp الخاصة بي! تحديثات يومية بأهم أخبار الذكاء الاصطناعي و المجتمع النشط والمتنوع. *المجموعات باللغة الإنجليزية.*
- الذكاء الاصطناعي للأعمال: التركيز على الجانب التجاري والإستراتيجي.
- بناة الذكاء الاصطناعي: تركيز تقني وعملي.
China: Uma Estratégia de Estado Para Dominar IA Até 2030
A abordagem chinesa não é improvisada. Em 2017, o governo lançou o New Generation Artificial Intelligence Development Plan, estabelecendo marcos precisos: paridade tecnológica em 2020, liderança em áreas selecionadas em 2025, e domínio absoluto até 2030.
Apenas a Alibaba reservou US$ 54 bilhões para infraestrutura de IA em 2024. O investimento total chinês em IA para 2025 foi estimado entre US$ 84 e US$ 98 bilhões pelo Bank of America. Não se trata de retórica política — é execução coordenada entre governo e gigantes como Alibaba, ByteDance, Tencent e Huawei.
ثانية análise publicada no Outras Palavras, a China enxerga IA como catalisador de mudanças estruturais profundas, integrando-a em todos os setores da economia e sociedade. O Conselho de Estado formalizou em agosto de 2025 uma estratégia para que 70% da economia real chinesa esteja integrada a IA até 2027, chegando a mais de 90% em 2030.
Pragmatismo Versus Concentração: O Modelo Chinês de Código Aberto
Enquanto os Estados Unidos investem trilhões esperando criar novos monopólios ao estilo Microsoft ou Google, a China adota estratégia diversa. Empresas como DeepSeek, Moonshot AI, Zhipu AI e MiniMax disponibilizam tecnologias gratuitamente ou a custos baixos, conquistando participação pelo volume de usuários.
Modelos chineses de código aberto já detêm cerca de 30% do mercado global de IA. A previsão é que superem competidores americanos em participação e velocidade de aquisição de novos usuários. Mesmo que tecnicamente não sejam superiores aos modelos proprietários, podem vencer por serem suficientemente bons e oferecerem controle aos usuários.
A Gartner estimava investimentos globais em IA em US$ 1,5 trilhão em 2025, ultrapassando US$ 2 trilhões ao final de 2026. Empresas que investem esses montantes esperam poder monopolístico, mas a realidade toma outro rumo.
Autonomia Tecnológica: Contornando Sanções Americanas
Um dos aspectos mais impressionantes é como a China contorna sanções que limitam acesso a chips de última geração. Em dezembro de 2025, a Reuters revelou que a China completou um protótipo operacional de litografia EUV (ultravioleta extremo) em Shenzhen — não por engenharia reversa, mas recrutando os humanos que sabiam construí-las.
O ex-cientista da ASML Lin Nan, que liderou tecnologia de fonte de luz EUV na Holanda de 2015 a 2021, registrou oito patentes EUV em 18 meses sob nova identidade no Instituto de Óptica de Xangai. Bônus de contratação variaram entre US$ 420 mil e US$ 700 mil, além de subsídios habitacionais.
Este caso exemplifica um erro estrutural fundamental da estratégia ocidental: a suposição de que o conhecimento vive nas máquinas, não nas pessoas. Enquanto controles de exportação bloquearam sistemas EUV da ASML à China, a operação de aquisição de talentos funcionou às claras.
Humans&: IA Para Fortalecer Trabalhadores, Não Substituí-los
Em contraste direto com a escala chinesa, surge nos EUA a Humans&, startup de apenas três meses avaliada em US$ 4,5 bilhões. Fundada por ex-pesquisadores da Anthropic, Google e xAI, a empresa recebeu US$ 480 milhões em financiamento inicial de Nvidia, Jeff Bezos, SV Angel e Google Ventures.
ثانية reportagem do Globo, a proposta central é desenvolver sistemas de IA focados em aumentar produtividade e capacitar trabalhadores humanos, promovendo colaboração em vez de automação total.
Andi Peng, co-fundadora, deixou a Anthropic por discordar do foco em desenvolver tecnologia que substituísse sistematicamente pessoas na força de trabalho. “Minha motivação é ver máquinas e humanos como complementares”, afirmou.
O CEO Eric Zelikman explicou que chatbots atuais, focados no paradigma de “questionar e responder”, não exploram o potencial da IA para permitir que pessoas façam mais juntas. A Humans& busca desenvolver sistemas mais interativos, capazes de solicitar informações aos usuários, armazená-las para uso posterior, com curiosidade e memória.
Uma Crítica ao Modelo Dominante de IA
A Humans& se posiciona explicitamente contra a tendência de outras empresas de IA que, segundo Peng, focam em autonomia total da máquina, visando substituição de trabalhadores. Georges Harik, sétimo funcionário do Google e co-fundador da startup, reforça: “A colaboração entre equipes é o que constrói coisas incríveis, não o trabalho solitário de uma máquina.”
A empresa faz parte de movimento mais amplo, exemplificado pelo Instituto de Inteligência Artificial Centrada no Ser Humano de Stanford, criado em 2019, que defende o princípio de garantir controle humano.
Executivos de tecnologia podem se incomodar com a crítica de que criam sistemas para substituir humanos, mas muitos pensadores do Vale do Silício acreditam que IA substituirá milhões de empregos. A captação de US$ 480 milhões pela Humans& sinaliza que investimento em startups de IA continua forte, apesar de alertas sobre bolha no setor.
IA Médica Sem Médicos: O Experimento de Utah
Por US$ 4, portadores de doenças crônicas no estado americano de Utah já conseguem renovar receitas sem consulta ou interação com médico. Segundo تقرير فيجا, essa iniciativa é parte de teste da empresa Doctronic, que consolidou um assistente médico por IA onde o usuário descreve sintomas e recebe orientação.
O novo sistema permite que IA faça renovações rotineiras de prescrições de 190 medicamentos. Não são incluídos analgésicos potentes, remédios para TDAH, injetáveis e outros considerados sensíveis.
O processo ocorre em plataforma totalmente automatizada. O usuário escolhe a receita, faz consulta breve com o “médico de IA”, informa e-mail, confirma localização em Utah, valida identidade e a ferramenta encontra prescrições registradas.
Reações e Implicações
A American Medical Association (AMA), principal entidade médica dos EUA, se manifestou contra o piloto de Utah, alegando que decisões assim não deveriam ocorrer sem supervisão médica, citando risco de erros clínicos, interações medicamentosas perigosas e abuso do sistema.
A National Association of Boards of Pharmacy considera que o desafio é regular a tecnologia. Dados entregues pela Doctronic ao estado indicam que planos de tratamento de seu sistema de IA coincidiram com os de profissionais humanos em 99,2% das vezes (análise de 500 casos de atendimento de urgência).
A empresa promete acionar médicos automaticamente em casos de incerteza e afirmou ter criado apólice de seguros contra erros médicos causados por seu sistema de IA. É possível que a iniciativa melhore serviço médico e ajude pacientes a não abandonarem tratamento, mas também levanta questões sobre segurança e responsabilidade.
O Viés Oculto: ChatGPT Favorece Nações Ricas
Uma pesquisa do Oxford Internet Institute e da Universidade de Kentucky analisou mais de 20 milhões de consultas ao ChatGPT 4o-mini e identificou padrão consistente: quando questionado com comparações subjetivas entre países, cidades ou regiões, o modelo tende a posicionar nações de alta renda e centros ocidentais nas melhores colocações, enquanto regiões do Sul Global aparecem nas últimas posições.
ثانية análise da StartSe, o estudo “The Silicon Gaze: A typology of biases and inequality in LLMs through the lens of place” (O Olhar de Silício) revela que não se trata de erros pontuais, mas comportamento recorrente.
Os pesquisadores chamaram esse fenômeno de “olhar de silício” — uma metáfora para explicar como sistemas de IA passam a enxergar o mundo a partir dos dados que os formaram. Como grande parte do conteúdo digital disponível globalmente vem de países mais ricos, essas regiões acabam se tornando o “padrão implícito” da IA.
Viés Não É Bug — É Estrutura
Um dos pontos mais fortes do estudo é a conclusão de que esses vieses não são simples falhas técnicas a serem corrigidas com ajustes finos. Eles nascem da própria lógica de treinamento dos grandes modelos de linguagem.
Os pesquisadores identificam diferentes camadas:
- Dados mais disponíveis recebem mais peso
- Padrões médios se sobrepõem às exceções
- Estereótipos históricos são reutilizados como atalhos
- Regiões pouco documentadas simplesmente desaparecem das respostas
O risco maior não está em respostas erradas ou exageradas, mas nas ausências silenciosas — lugares, culturas e contextos que quase nunca aparecem, ou aparecem sempre da mesma forma.
A grande questão para líderes, governos e organizações não é escolher “qual IA é menos enviesada”, mas entender que neutralidade algorítmica é um mito. O futuro passa por diversidade de modelos, transparência, governança e, principalmente, consciência crítica no uso.
Meta Aposta em Superinteligência Enquanto TSE Propõe Regras
O novo laboratório de inteligência artificial da Meta, o Meta Superintelligence Labs, formado em 2024, entregou internamente seus primeiros modelos de IA de alto nível em janeiro de 2026. Segundo إنفو موني, o CTO Andrew Bosworth afirmou que os modelos se mostraram muito promissores, apesar do laboratório estar trabalhando há apenas seis meses.
Bosworth previu que 2026 e 2027 serão os anos em que tendências de IA para o consumidor se consolidarão. Ele acredita que avanços recentes já geraram modelos capazes de responder a perguntas cotidianas, e os próximos dois anos serão cruciais para lançamento de produtos de consumo no mercado.
Enquanto isso, no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou proposta inicial para regras sobre propaganda eleitoral, sem ampliar normas envolvendo uso de inteligência artificial, apesar da forte evolução dessa tecnologia desde 2024, que foi o primeiro pleito com regras específicas sobre o assunto.
ثانية صحيفة ساو باولو, entre as mudanças propostas está a limitação de remoção de perfis em redes sociais apenas nas hipóteses de “usuários comprovadamente falsos” ou que estejam cometendo crimes.
Desafios da Melhoria Regulatória
A inteligência artificial tem ocupado espaço crescente no debate sobre modernização do Estado, mas tem recebido menor atenção o uso de IA para apoiar tomada de decisões regulatórias. Segundo artigo publicado no JOTA, em contexto onde decisões normativas afetam mercados, direitos e políticas públicas, a questão central é como qualificar escolhas regulatórias complexas, não apenas automatizar tarefas.
Relatórios recentes da OCDE indicam que dificuldades com instrumentos de melhoria regulatória não se restringem a países em desenvolvimento. Obstáculos recorrentes incluem restrições de tempo, escassez de dados confiáveis, desafios metodológicos, fragmentação organizacional e altos custos de coordenação.
Um risco central é o uso desses instrumentos apenas para cumprimento formal das exigências legais. Quando consultas públicas e análises de impacto são tratadas meramente como etapas formais, reguladores assumem custos administrativos e políticos sem ganhos efetivos em qualidade decisória.
IA na Educação: 163% de Crescimento e Lacunas Persistentes
Segundo dados do IBGE, o uso de IA na indústria brasileira cresceu 163% nos últimos anos. Esse dado proporciona recorte da atualidade: a presença de IA nas mais diversas esferas da sociedade está reorganizando relações profissionais, modos de produção e formas de aprendizagem.
وفق artigo da Gazeta do Povo, às escolas, como preparar crianças para desenvolver escrita crítica, criativa e consciente nesse mundo imerso pela tecnologia e algoritmos? Essa é questão orientadora de grandes debates educacionais de hoje e desafia práticas pedagógicas do futuro.
No Colégio Sesi Internacional Portão, essa ação foi desenvolvida no estudo com IA de textos Copilot, da Microsoft. Alunos de 2º e 3º anos exploraram discussão na sugestão de rimas e questionamento dos sentidos. Já nos 4º e 5º anos, avançam para criação de prompts dentro do uso bilíngue da escrita poética, percebendo como pequenas escolhas podem alterar ritmo, estilo e intenção comunicativa.
Observou-se que crianças aguçaram capacidade de perceber musicalidade tanto na poesia como na quadrinha, e comentário muito comum foi: “essa sugestão não combina com o tema/som”. Verificou-se como surgiu maior segurança na experimentação das palavras e, acima de tudo, elas perceberam os limites dessa IA.
O Que Isso Significa Para Nós
As últimas 24 horas expuseram tensão fundamental: de um lado, a China executa estratégia de Estado massiva para dominar IA até 2030, investindo quase US$ 100 bilhões e mobilizando toda sua cadeia produtiva. Do outro, emerge nos EUA uma startup que, com US$ 480 milhões, propõe caminho radicalmente diferente — IA para fortalecer humanos, não substituí-los.
No meio, vemos IA renovando receitas médicas sem médicos em Utah, modelos que favorecem países ricos em suas respostas, e sistemas educacionais tentando preparar crianças para mundo onde 163% é o crescimento do uso de IA na indústria.
Para o Brasil, a pergunta não é se devemos copiar o modelo chinês ou americano. A questão real é: estamos dispostos a admitir que, sem política industrial coordenada, sem estratégia de escalabilidade e sem reconhecer que velocidade também importa, não há construção de soberania tecnológica possível?
A grande vantagem chinesa é a capacidade de seguir estratégias intencionadas e marcadas a longo prazo. Continuar negando essa realidade não nos torna mais virtuosos, nem mais liberais, nem mais competitivos. Torna-nos apenas menos relevantes no cenário tecnológico global que está sendo redesenhado neste exato momento.
Três Perguntas Que Não Podemos Evitar
أولاً: Queremos IA que concentra poder ou que distribui capacidade? A China aposta em autonomia nacional através de modelos de código aberto que já dominam 30% do mercado global. A Humans& aposta em colaboração humano-máquina. E nós?
ثانياً: Como garantimos que IA não automatize apenas tarefas, mas também desigualdades? O estudo de Oxford mostra que ChatGPT favorece nações ricas. A IA médica de Utah pode melhorar acesso, mas também pode excluir quem não tem conectividade ou alfabetização digital.
ثالثاً Estamos preparando nossa sociedade para este momento? Com 163% de crescimento no uso de IA na indústria e crianças aprendendo a identificar limites de algoritmos nas escolas, mas sem regulação robusta para eleições 2026 e sem estratégia nacional clara, estamos correndo contra o tempo.
O Momento de Decidir É Agora
A competição sino-americana em IA está longe do final. Essa disputa deve continuar alternando entre fases de forte valorização do mercado e momentos de correção, refletindo tanto ritmo do investimento como incertezas tecnológicas, econômicas e geopolíticas.
A consequência mais difícil de admitir é que o Ocidente confiou demasiadamente que o mercado, por si só, seria suficiente para sustentar liderança tecnológica e industrial. Essa etapa terminou. Os Estados Unidos assumiram isso com o CHIPS and Science Act e mobilização explícita de recursos públicos.
No meu trabalho de mentoring com executivos e empresas, ajudo a navegar exatamente essa tensão: como construir capacidade real em IA sem cair nem no tecno-otimismo ingênuo nem no fatalismo paralisante. Como formar equipes que entendam não apenas as ferramentas, mas os modelos de sociedade que estão sendo construídos através delas.
Porque no fim, não se trata de escolher entre China ou Estados Unidos, entre código aberto ou proprietário, entre automação ou humanização. Trata-se de decidir que tipo de futuro queremos construir — e ter a coragem de fazer as escolhas estratégicas necessárias para isso.
As últimas 24 horas mostraram que quem não decide, será decidido. E neste momento, a velocidade das decisões importa tanto quanto a qualidade delas.
✨تمت المراجعة بالكامل يمكنك التسجيل من خلال النشرات الصحفية من 10K Digital على بريدك الذكاء الاصطناعي الحديث.
منشورات ذات صلة
عرض الكل
