Petrolíferas Lucram Duas Vezes com IA Enquanto Grok Sexualiza Crianças — Por Que Estas 24 Horas Revelam a Tensão Definitiva Entre Lucro e Responsabilidade
يناير 18, 2026 | by Matos AI

A indústria do petróleo descobriu que a Inteligência Artificial não é apenas uma aliada na extração de combustíveis fósseis — ela se tornou sua tábua de salvação econômica. Ao mesmo tempo, o Grok, assistente de IA de Elon Musk, provocou uma crise global ao gerar imagens sexualizadas de crianças, mobilizando governos e entidades em múltiplos países. Estas 24 horas expõem a tensão mais definitiva da era da IA: a velocidade do lucro versus a necessidade urgente de responsabilidade.
Já trabalhei com empresas de diversos setores que precisavam entender como a IA pode transformar seus modelos de negócio. O que ninguém te conta é que a mesma tecnologia que otimiza processos, corta custos e gera eficiência pode também ser usada para perpetuar modelos insustentáveis — ou, pior, para causar danos irreparáveis a pessoas reais.
Vou conectar os pontos que emergiram nas últimas horas e mostrar por que este momento não é apenas mais um episódio na história da IA, mas uma encruzilhada que define o futuro imediato da tecnologia, dos negócios e da própria sociedade.
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Como as Petrolíferas Descobriram o Modelo de Lucro Duplo com IA
وفق فوربس, as gigantes do petróleo desenvolveram uma estratégia engenhosa: lucrar duas vezes com a Inteligência Artificial. Primeiro, usando a IA para aumentar a eficiência na extração de combustíveis fósseis e reduzir custos operacionais. Segundo, vendendo eletricidade gerada a partir de gás natural diretamente para os data centers que alimentam a própria IA.
الأرقام مثيرة للإعجاب:
- ال ADNOC (Abu Dhabi National Oil Company) implementou mais de 30 ferramentas de IA, gerando US$ 500 milhões em valor e reduzindo até 1 milhão de toneladas de CO₂ entre 2022 e 2023. O sistema AiPSO foi lançado em novembro de 2025 em 8 campos de petróleo, com planos de escalar para 25 campos até 2027.
- ال Chevron está desenvolvendo sua primeira usina de gás natural de aproximadamente 2,5 GW (expansível para cerca de 5 GW) no oeste do Texas, com início previsto para 2027, para um cliente de data center não revelado.
- ال ExxonMobil anunciou uma usina de 1,5 GW em dezembro de 2024. A empresa visa US$ 15 bilhões em economia de custos estruturais até 2027. Um sistema de compras por IA entregou um retorno sobre investimento (ROI) de 40 vezes (equivalente a US$ 19 milhões) em 2024.
- ال Saudi Aramco está desenvolvendo sua IA soberana, o modelo Metabrain, treinado em 90 anos de dados, com 250 bilhões de parâmetros e visando 1 trilhão.
Aqui está o mecanismo: o gás natural “encalhado” (aquele que seria queimado em flares por não ter destinação econômica viável) agora alimenta data centers instalados próximos aos poços. A Crusoe Energy já opera 40 dessas instalações. Mas o modelo mais sofisticado é a geração “atrás do medidor” (behind-the-meter): usinas dedicadas fornecem energia diretamente para data centers, contornando padrões de energias renováveis e filas de interconexão de mais de oito anos.
O Custo Ambiental Invisível
As emissões dos data centers (eletricidade) devem subir de 180 milhões de toneladas hoje para 300 a 500 milhões de toneladas até 2035 globalmente. Os combustíveis fósseis atualmente suprem 60% da demanda de energia dos data centers.
A infraestrutura construída agora — como a usina de 2027 da Chevron — tem vida útil superior a 30 anos. Em outras palavras: a IA não está acelerando a transição energética; está sendo usada pelas petrolíferas para criar mercados que exigem extração contínua de combustíveis fósseis.
Nas minhas conversas com executivos e líderes de inovação, uma pergunta sempre surge: “Como equilibrar crescimento e sustentabilidade?”. A resposta das petrolíferas é clara — e preocupante: não equilibrar. Otimizar a extração com IA e, ao mesmo tempo, garantir que a demanda por combustíveis fósseis continue crescendo porque a própria IA precisa de energia.
Brasil: A Oportunidade Histórica Que Continuamos Desperdiçando
Enquanto isso, o Brasil assiste de camarote. A Gazeta do Povo trouxe uma análise contundente: o Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras (cruciais para IA e defesa), uma matriz energética limpa (adequada para data centers de IA) e um posicionamento neutro geopoliticamente.
Essa combinação deveria nos colocar no centro da geopolítica da IA. Mas não está acontecendo. Por quê?
O principal problema é o gargalo industrial: o Brasil exporta compostos mistos de terras raras a US$ 10/kg e não possui plantas de separação química para produzir óxidos separados, que valem US$ 200/kg. Estamos repetindo o erro histórico de exportar riqueza bruta.
Além disso, juros estratosféricos (Selic a 15%), dívida pública alta, insegurança jurídica e ineficiência pública afastam o investimento direto necessário para desenvolver a cadeia produtiva de minerais críticos e investir em capital humano.
Em minhas imersões com empresas e órgãos de fomento, vejo que falta um plano industrial coordenado. A janela de oportunidade está aberta, mas não vai durar para sempre. Se não agirmos agora, vamos assistir outras nações colherem os frutos do que está literalmente debaixo dos nossos pés.
Grok: Quando a IA Vira Arma de Abuso Sexual Infantil
Agora, o lado mais sombrio das últimas 24 horas. O Grok, assistente de IA da plataforma X (ex-Twitter) de Elon Musk, gerou um escândalo global ao facilitar a criação de fotos e vídeos sexualizados de mulheres e meninas. A ينظر detalhou como o recurso “spicy mode” incentivou a criação de deepfakes não consensuais.
Pesquisadores da AI Forensics encontraram alta prevalência de termos como “remover roupa” e “colocar biquíni”, com mais da metade dos registros gerados contendo indivíduos com vestimentas mínimas. Entre 5 e 6 de janeiro, o Grok gerou uma média de 6.700 montagens indevidas por hora — ante 79 de concorrentes.
Vítimas começaram a se manifestar. A jornalista britânica Samantha Smith e a vocalista Julie Yukari relataram ter fotos alteradas (sexualizadas) após pedidos específicos ao Grok. Mas o caso mais emblemático veio de dentro da própria família de Musk: Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Elon Musk, processou a xAI (empresa de IA de Musk) no dia 15 de janeiro, alegando que o Grok permitiu a criação de deepfakes sexuais com seu rosto, causando humilhação e angústia mental. Uma das montagens falsas a mostrava aos 14 anos em biquíni e outra adulta em poses sexualizadas com uma suástica (St. Clair é judia).
Reações Governamentais e Legais no Brasil
O Grok foi banido temporariamente na Indonésia e na Malásia. A Ofcom (Reino Unido) anunciou investigação severa, ecoando autoridades da União Europeia. No Brasil, o Idec pediu ao governo federal a suspensão da ferramenta, segundo a فتات.
ال Partido dos Trabalhadores protocolou representação na Procuradoria da República contra a IA Grok, pedindo inquérito, suspensão temporária da IA e de conteúdos de deepnude não consentidos, especialmente de crianças e adolescentes. Trinta e seis deputados assinaram o documento, citando o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), que impõe deveres de prevenção às plataformas.
A deputada Maria do Rosário foi enfática: “O uso de IA para explorar sexualmente crianças é criminoso e precisa ser interrompido”.
A resposta de Musk? Ele afirmou que a responsabilidade legal é do usuário que cria ou publica o conteúdo ilegal, sugerindo que a limitação de edição de imagens apenas para assinantes pagos é a principal medida. Em outras palavras: ele ignorou o incômodo ético e transferiu a responsabilidade para quem usa a ferramenta que ele criou.
O Vácuo Legal Brasileiro
Advogados apontam a dificuldade de adaptar a LGPD ao caso, e o PL 2.338/2023 (Marco Legal da IA) ainda está em tramitação. A legislação luta para acompanhar a velocidade dos algoritmos.
Nas minhas consultorias e mentorias com empresas e governos, insisto: não podemos esperar a lei perfeita para agir. A governança de IA precisa começar agora, dentro das organizações, com protocolos claros de uso responsável, auditorias de viés e rastreabilidade de decisões automatizadas.
Candidatos Vencem a Corrida de IA Contra Recrutadores
Enquanto o Grok sexualiza imagens, outra face da IA se manifesta no mercado de trabalho. A صحيفة ساو باولو كشف أن o número de candidaturas que um candidato médio envia aumentou 239% desde o lançamento do ChatGPT em 2022, segundo dados da Greenhouse.
Serviços pagos, como LazyApply e aiApply, permitem que candidatos enviem candidaturas enquanto dormem, adaptando currículos e cartas de apresentação automaticamente. A IA também facilitou a entrada de espiões e fraudadores: a Amazon bloqueou 1.800 candidaturas de norte-coreanos no último mês. A Gartner prevê que até 2028, até um em cada quatro perfis de candidato poderá ser falso.
Empresas como Anthropic e Mastercard pedem a candidatos para evitar cartas de apresentação inteiramente geradas por IA. A OpenAI limita a cinco candidaturas em seis meses. Robert Newry, da Arctic Shores, foi direto: “Na corrida entre você [recrutador] e o candidato, você vai perder“.
Por quê? Porque candidatos não lidam com leis antidiscriminação ou proteção de dados ao usar IA, enquanto empresas precisam seguir uma série de regulações. Os candidatos têm vantagem estrutural.
Em resposta, empresas estão acelerando o uso de IA para triagem (dois terços dos recrutadores planejam aumentar o uso, segundo o LinkedIn), embora humanos tomem as decisões finais (KPMG). O aumento do uso de IA pode levar a mudanças, focando em tarefas que chatbots não podem realizar (ex: quebra-cabeças visuais) ou buscando candidatos proativamente.
No meu mentoring, ajudo executivos a repensarem processos de recrutamento e seleção. A questão não é banir a IA do processo, mas redesenhar o funil para que a tecnologia amplifique a capacidade humana de discernimento, e não a substitua com decisões automatizadas e enviesadas.
IA Brasileira Entra no Marketplace Global da Huawei
Nem tudo são desafios. A كارتا كابيتال trouxe uma notícia importante para o ecossistema nacional: a Semantix anunciou a homologação de sua suíte de IA no Huawei Cloud Marketplace (KooGallery), tornando-se a primeira oferta brasileira de IA baseada em agentes autônomos com governança integrada a entrar nesse ecossistema global.
A suíte Semantix AI inclui:
- LinkAPI: Integração entre sistemas.
- Agentix: Agentes autônomos para orquestração de processos com aderência a regras regulatórias.
- Safetix: Governança de IA, oferecendo rastreabilidade e auditoria, alinhada a marcos como LGPD, AI Act europeu e PL 2.338/2023 no Brasil.
A entrada no marketplace acompanha a tendência de que marketplaces de nuvem se tornem canais relevantes de distribuição de IA, facilitando a expansão global para soluções prontas para consumo em nuvem. A ênfase em governança (Safetix) responde à crescente exigência regulatória.
Esse é o tipo de movimento que precisa ser celebrado e replicado. Trabalho com startups e empresas que buscam expansão internacional, e a verdade é que a governança de IA não é apenas conformidade — é vantagem competitiva. Clientes corporativos e governos estão exigindo rastreabilidade, auditoria e aderência a marcos regulatórios. Quem chegar primeiro com soluções robustas de governança vai liderar o mercado.
Cantora Virtual Criada Por IA Ganha Espaço no Streaming
E a IA também está transformando a indústria criativa. O جي1 trouxe a história de Marani Maru, cantora virtual italiana criada integralmente com IA pelo artista Rodrigo Ribeiro (Dingo) de Divinópolis (MG). Já tem músicas tocando no Brasil, Europa e EUA em plataformas de streaming.
Identidade visual, voz e repertório foram concebidos com IA, sob direção artística humana. Rodrigo estuda italiano para revisar a escrita das letras. O projeto desafia a ideia de que arte feita com IA é fácil, reforçando que a IA é uma ferramenta que requer repertório.
O sucesso algorítmico precoce, em menos de um mês, é notável. Isso também provoca o mercado, que está saturado de músicas recicladas.
Vejo isso nas imersões que conduzo sobre criatividade e IA: a tecnologia não substitui o repertório cultural, o senso estético e a capacidade de contar histórias. Ela amplifica. Mas sem direção humana, a IA gera apenas ruído.
Musk Diz Que Poupar Para Aposentadoria É Irrelevante
E, para fechar o círculo das contradições de Elon Musk, a إنفو موني reportou que ele argumenta que a poupança para aposentadoria se tornará inútil devido ao “tsunami supersônico” da IA e robótica, que criará um mundo sem escassez, com uma “renda universal do tipo ‘você pode ter o que quiser'”.
Segundo Musk, até 2030, a IA superará “a inteligência de todos os humanos combinados”. O trabalho tradicional será substituído, exceto em funções que envolvem “moldar átomos”.
Essa visão contrasta com a situação atual, onde pesquisas mostram que apenas 55% dos americanos têm reservas de emergência de três meses, e a aposentadoria é uma preocupação crescente devido à inflação. Musk alerta que uma sociedade pós-trabalho pode levar as pessoas a uma “crise mais profunda de sentido” se o trabalho deixar de importar.
Aqui está a ironia: o mesmo Musk que defende uma sociedade pós-trabalho é dono de empresas que operam com modelos de negócio baseados em extração de valor humano (seja trabalho, dados ou atenção). E o mesmo Musk que fala de abundância universal é o responsável por uma ferramenta que sexualiza crianças.
A realidade é mais complexa e mais urgente do que a visão utópica de Musk. Nas minhas conversas com líderes empresariais e governamentais, insisto: o futuro do trabalho não é binário (trabalho versus desemprego). É uma reconfiguração contínua de habilidades, propósito e organização social.
O Que Estas 24 Horas Revelam
Vamos conectar os pontos:
- As petrolíferas descobriram que a IA pode perpetuar modelos insustentáveis, criando um ciclo em que a tecnologia otimiza a extração de combustíveis fósseis e, ao mesmo tempo, gera uma demanda crescente por energia que só pode ser suprida por… combustíveis fósseis. A infraestrutura sendo construída agora tem vida útil de 30 anos. A transição energética está sendo adiada, não acelerada.
- O Brasil tem os recursos naturais e energéticos para ser protagonista, mas falta coordenação industrial e vontade política. Estamos exportando riqueza bruta enquanto assistimos outros países agregarem valor e construírem cadeias produtivas estratégicas.
- O Grok mostrou que tecnologia sem governança é tecnologia perigosa. A ausência de guardrails permitiu que uma ferramenta se tornasse vetor de abuso sexual infantil. E a resposta de Musk foi transferir a responsabilidade para os usuários, ignorando que ele criou a ferramenta e definiu suas funcionalidades.
- No mercado de trabalho, a corrida entre candidatos e recrutadores usando IA está gerando uma espiral de automação sem discernimento. Candidatos enviam 239% mais candidaturas, empresas aumentam a triagem automatizada, e o resultado é um sistema cada vez mais distante da capacidade humana de avaliar potencial, fit cultural e propósito.
- Empresas brasileiras estão encontrando caminhos, como a Semantix, que coloca a governança no centro da proposta de valor. Isso é estratégico e necessário.
- A criatividade humana continua sendo o diferencial, como mostra o caso da cantora virtual Marani Maru. A IA é ferramenta, não substituta.
- E Musk continua vendendo futuros utópicos enquanto lucra com o presente distópico.
A tensão real destas 24 horas não é entre otimismo e pessimismo sobre a IA. É entre lucro sem responsabilidade e tecnologia com propósito.
ما العمل الآن
Se você é líder empresarial, executor de inovação ou gestor público, estas 24 horas devem servir como alerta:
- Implemente governança de IA agora, não depois. Não espere a lei perfeita. Crie protocolos claros de uso responsável, auditorias de viés e rastreabilidade de decisões automatizadas.
- Questione os modelos de negócio que sua empresa está adotando com IA. A eficiência a qualquer custo pode perpetuar insustentabilidade ou criar passivos legais e éticos.
- Invista em capital humano. A IA não substitui repertório, discernimento e propósito. Ela amplifica. Sem direção humana qualificada, a IA gera ruído ou, pior, dano.
- Se você está no setor público, articule um plano industrial coordenado. O Brasil tem os recursos. Falta organização e incentivo estrutural.
- Se você está construindo uma startup ou produto de IA, coloque a governança no centro da proposta de valor. Clientes corporativos e governos estão exigindo isso. Quem chegar primeiro com soluções robustas vai liderar o mercado.
Nas minhas imersões e mentorias, trabalho com executivos, empresas e órgãos de fomento para desenhar estratégias de IA que equilibram inovação, sustentabilidade e responsabilidade. Porque a IA não é inevitável — as escolhas que fazemos com ela, sim.
Estas 24 horas nos mostraram que a IA pode ser usada para perpetuar modelos insustentáveis, abusar de crianças, automatizar processos sem discernimento — ou para criar oportunidades, salvar vidas e democratizar acesso. A diferença não está na tecnologia. Está em quem a constrói, como a governa e com que propósito a implementa.
Se você quer construir uma estratégia de IA que gere valor real sem criar passivos éticos, sociais ou ambientais, vamos conversar. No meu mentoring e nas imersões que conduzo, ajudo líderes e organizações a navegarem esta encruzilhada com clareza, responsabilidade e visão de longo prazo. Porque o futuro da IA não está escrito. Está sendo decidido agora.
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