Maior Fabricante de iPhones Troca Smartphones por IA Enquanto Google Lança Modo IA no Brasil — O Que Isso Revela Sobre o Futuro dos Negócios
agosto 21, 2025 | by Matos AI

Uma virada histórica aconteceu nas últimas 24 horas, e ela não está acontecendo nos laboratórios de uma universidade ou nas salas de conselho das gigantes tech. Está acontecendo nas fábricas, nos escritórios e nos resultados financeiros reais de empresas que você conhece.
A Foxconn, aquela empresa taiwanesa que fabrica os iPhones que provavelmente estão nas suas mãos agora, acabou de anunciar algo que deveria fazer todo empreendedor e gestor parar para refletir: pela primeira vez na história, ela faturou mais com servidores de IA do que com smartphones.
Pense comigo: uma empresa que construiu seu império fabricando os dispositivos mais icônicos dos últimos 20 anos agora ganha mais dinheiro construindo a infraestrutura que alimenta a inteligência artificial. Isso não é apenas uma mudança de portfólio — é uma reinvenção completa do modelo de negócio.
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Quando a Infraestrutura se Torna Mais Valiosa que o Produto Final
Os números da Foxconn são impressionantes e reveladores. No segundo trimestre de 2025, os servidores de IA representaram 41% do faturamento, enquanto os eletrônicos de consumo ficaram com 35%. Para ter uma ideia da velocidade dessa transformação, em 2021 os smartphones respondiam por 54% da receita da empresa.
Isso me lembra uma lição que aprendo constantemente em minha jornada com startups: às vezes, o verdadeiro valor não está no que você vende, mas no que permite que outros façam. A Foxconn não apenas mudou de produto — ela migrou do hardware final para a infraestrutura que possibilita toda uma revolução tecnológica.
Young Liu, presidente da Foxconn, vinha defendendo essa diversificação desde 2019, muito antes do ChatGPT explodir e todo mundo descobrir que precisava de servidores de IA. Segundo a Reuters, a empresa já estava no negócio desde 2002, produzindo designs para placas de vídeo da Nvidia, e fabricando servidores desde 2009.
Aqui está uma lição preciosa: a diversificação estratégica não acontece da noite para o dia. É um processo que demanda visão de longo prazo, investimentos consistentes e, principalmente, a coragem de apostar em mercados que ainda não explodiram.
Brasil Entra no Mapa: Google Traz Modo IA para Nossas Buscas
Enquanto isso, aqui no Brasil, vivemos outro momento histórico que passou meio despercebido. O Google anunciou a chegada do Modo IA para as buscas brasileiras, baseado no Gemini, sua inteligência artificial mais avançada.
Pode parecer só mais uma funcionalidade, mas vou explicar por que isso é revolucionário. Bruno Pôssas, VP de Engenharia do Google e líder do escritório em Belo Horizonte, explicou que usuários do Modo IA fazem perguntas duas a três vezes mais longas do que nas buscas tradicionais.
Isso significa que estamos mudando a forma como interagimos com a informação. Em vez de quebrar uma pergunta complexa em várias buscas simples, agora podemos fazer perguntas naturais e receber respostas compiladas e contextualizadas. É como ter um assistente de pesquisa que entende exatamente o que você precisa.
Imaginem o impacto disso para empreendedores, estudantes, profissionais que precisam tomar decisões baseadas em informações complexas. A democratização do acesso à inteligência artificial está acontecendo agora, no Brasil, através de uma ferramenta que todos já usamos diariamente.
O Paradoxo da Adoção Empresarial
Mas aqui temos um paradoxo interessante. Enquanto gigantes como Foxconn reinventam seus negócios com IA e o Google democratiza o acesso à tecnologia, a maioria das empresas brasileiras ainda usa IA apenas para facilitar tarefas rotineiras.
Segundo dados da pesquisa TIC Domicílios do Comitê Gestor da Internet, apenas 13% das empresas brasileiras utilizavam IA em 2024, principalmente para assistência administrativa e marketing. É como ter uma Ferrari e usar apenas para ir à padaria.
Alexandre Montoro, do BCG, identificou um descompasso revelador: enquanto 72% dos funcionários usam IA para tarefas burocráticas, apenas 22% das empresas desenvolvem novos modelos de negócio baseados em IA. Estamos subutilizando uma tecnologia transformadora.
Isso me lembra dos primeiros dias da internet, quando empresas criavam sites estáticos apenas para “marcar presença online”, sem entender o potencial transformador da conectividade. Estamos repetindo o mesmo erro com a IA?
Os Custos Invisíveis da Transformação
Mas nem tudo são flores nessa transição. Uma pesquisa fascinante publicada na Forbes Brasil revelou algo preocupante: profissionais que usam IA no trabalho são avaliados como menos competentes, mesmo quando entregam resultados de qualidade equivalente.
O estudo com 1.026 engenheiros mostrou que quando avaliadores sabiam que o código foi escrito com ajuda de IA, a competência atribuída ao profissional caiu 9% em média. Para mulheres, essa penalidade foi ainda maior: 13%.
Esse “custo invisível” da adoção de IA reflete algo profundamente humano: nossa tendência a valorizar mais o esforço do que o resultado. É como se usar uma ferramenta poderosa fosse uma forma de “trapaça”, quando na verdade deveria ser visto como inteligência estratégica.
Jad Tarifi, ex-executivo do Google e fundador da primeira equipe de IA generativa da empresa, foi ainda mais radical ao afirmar que cursos muito longos podem ser “perda de tempo” na era da IA. Segundo ele, é melhor focar no desenvolvimento de habilidades sociais e empatia, já que o conhecimento técnico pode ser amplificado pela tecnologia.
A Educação Precisa se Reinventar
Tarifi tocou em um ponto crucial que ressoa com minha experiência na educação tecnológica. Em um mundo onde a IA pode processar e analisar informações em segundos, precisamos repensar o que significa “ser especialista” em algo.
Não se trata de abandonar o conhecimento profundo, mas de entender que a expertise do futuro será híbrida: combinar conhecimento humano com capacidades artificiais. É sobre saber fazer as perguntas certas, interpretar resultados criticamente e aplicar insights de forma criativa.
Isso me lembra das discussões que tivemos na criação da metodologia educacional que aplicamos na formação de profissionais de tecnologia. O futuro da educação não está em memorizar fatos, mas em desenvolver capacidades de aprendizado contínuo, pensamento crítico e colaboração humana-IA.
Regulação: O Debate Entre Proteção e Inovação
Enquanto empresas e profissionais navegam essa transformação, governos tentam encontrar o equilíbrio entre inovação e proteção. A discussão sobre a Lei de IA de Goiás versus o projeto federal ilustra bem esse dilema.
Adriano da Rocha Lima, do governo goiano, defende que o Brasil não deve simplesmente copiar o modelo europeu, mas desenvolver regulação adequada à nossa realidade. A lei de Goiás foca em soberania tecnológica, atração de data centers com energia limpa e capacitação local.
É uma discussão importante porque toca no cerne de como queremos nos posicionar globalmente: como meros consumidores de tecnologia ou como players que constroem capacidade própria?
No Judiciário, vemos outro desafio regulatório. O CONJUR alertou sobre as “alucinações” da IA em tribunais, destacando como limitações matemáticas dos sistemas podem gerar riscos para a Justiça. É um lembrete de que tecnologia avançada não é mágica — tem limitações que precisamos entender e mitigar.
Além da Rotina: Casos de Uso Transformadores
Mas nem tudo é problema. Vimos exemplos inspiradores de uso avançado da IA. IBM e NASA lançaram o Surya, primeiro modelo de IA de código aberto para estudar o Sol, que pode proteger sistemas essenciais como GPS e redes elétricas das tempestades solares.
A NFL renovou parceria com Microsoft implementando IA em áreas críticas do negócio, desde análises de desempenho em tempo real até operações de estádio, mostrando como a IA pode transformar até mesmo organizações tradicionais.
Esses casos mostram o potencial real da IA quando aplicada estrategicamente: não apenas automatizar o que já fazemos, mas possibilitar coisas que antes eram impossíveis.
O Futuro Está nas Nossas Escolhas
Olhando para essas 24 horas de desenvolvimentos em IA, vejo um padrão claro: estamos em um momento de definição. Empresas como a Foxconn estão se reinventando completamente. Ferramentas como o Modo IA do Google estão democratizando capacidades avançadas. Reguladores estão debatendo como balancear inovação e proteção.
A pergunta não é mais se a IA vai transformar negócios — é como você vai escolher navegar essa transformação. Vai ser como as empresas que ainda usam IA apenas para tarefas rotineiras? Ou vai buscar entender como ela pode reinventar seu modelo de negócio, como fez a Foxconn?
Em minha experiência apoiando milhares de startups e empresas em transformação, aprendi que quem se adapta primeiro tem vantagem desproporcional. Não porque a tecnologia é mágica, mas porque a combinação de visão estratégica, execução focada e timing correto cria oportunidades únicas.
A IA está deixando de ser uma tecnologia experimental para se tornar infraestrutura básica dos negócios. A questão é: sua empresa vai construir sobre essa infraestrutura ou vai ficar assistindo outros construírem?
No meu trabalho de mentoria e consultoria, tenho apoiado líderes e empresas a navegar exatamente essas questões — como identificar oportunidades reais de IA além da automação básica, como estruturar processos de inovação que gerem resultados concretos, e como preparar equipes para essa nova realidade. Porque o futuro não acontece para nós — acontece conosco, através das escolhas que fazemos hoje.
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