93% dos Brasileiros Usam IA Mas Só 54% Entendem O Que É — Por Que Este Paradoxo Revela a Maior Oportunidade de Capacitação Tecnológica da Nossa História
agosto 20, 2025 | by Matos AI

Uma nova pesquisa revelou algo fascinante sobre nossa relação com a inteligência artificial: praticamente todos nós já usamos IA, mas poucos sabemos disso. E isso não é apenas uma curiosidade estatística — é a chave para entender o futuro do trabalho e dos negócios no Brasil.
O Paradoxo Brasileiro da IA
Os números são impressionantes. Segundo pesquisa inédita do Observatório Fundação Itaú com o Datafolha, que entrevistou 2.798 pessoas em julho de 2025, 93% dos brasileiros já utilizam algum serviço com IA. Redes sociais (89%), recomendações de filmes e músicas (78%), apps de navegação (63%) — a IA está por toda parte.
Mas aqui está o paradoxo: apenas 54% dizem entender o conceito de inteligência artificial, mesmo com 82% já tendo ouvido falar do termo. É como se estivéssemos dirigindo carros sem saber como funcionam os motores.
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Quando falamos de ferramentas de IA generativa — aquelas que realmente podem transformar nossa produtividade —, os números são ainda mais reveladores: 57% nunca usaram geradores de texto como o ChatGPT, e 69% nunca acessaram plataformas de criação de imagens.
Por Que Isso Importa Mais Do Que Parece
Em meus mais de 25 anos trabalhando com inovação e tecnologia, raramente vi uma lacuna tão grande entre uso e compreensão de uma tecnologia transformadora. E isso representa simultaneamente nosso maior desafio e nossa maior oportunidade.
Pense assim: se você já está usando IA indiretamente todos os dias, imagine o que poderia acontecer se soubesse usar conscientemente ferramentas muito mais poderosas. É a diferença entre ser passageiro e ser motorista da própria transformação.
O Gap de Conhecimento Como Vantagem Competitiva
A pesquisa mostra que 74% dos brasileiros já recorrem à IA generativa para esclarecer dúvidas sobre investimentos e finanças pessoais. Segundo análise da GZH, ferramentas como ChatGPT, Claude, Gemini e Perplexity estão democratizando o acesso à consultoria financeira.
Mas aqui está o ponto: quem conseguir dominar essas ferramentas primeiro terá uma vantagem competitiva significativa. É como ter acesso a um consultor pessoal 24/7 enquanto outros ainda estão tentando entender como funciona.
O Mundo Está Se Reorganizando Enquanto Discutimos Conceitos
Enquanto o Brasil tenta entender o que é IA, o cenário global se move rapidamente. Mark Zuckerberg está promovendo uma nova reestruturação na Meta, criando quatro grupos focados em pesquisa, superinteligência, produtos e infraestrutura.
A Meta já investiu cerca de US$ 14,3 bilhões na startup Scale AI em 2025, além de oferecer salários estratosféricos para atrair talentos da OpenAI e Google. Isso não é apenas uma corrida tecnológica — é uma reorganização completa da economia digital.
A Visão Controversa Sobre Educação Tradicional
Jad Tarifi, fundador da primeira equipe de IA generativa do Google, fez uma declaração que gerou polêmica: cursos tradicionais como direito e medicina são uma “perda de tempo” na era da IA.
Embora eu não concorde completamente com essa visão radical, há uma verdade importante aqui: a velocidade de transformação tecnológica está superando a velocidade da educação tradicional. A geração Z pode passar anos em doutorados enquanto a IA evolui exponencialmente.
Tarifi recomenda focar em habilidades sociais, consciência emocional e visões únicas. Isso ressoa com meu conceito CACACA — Criatividade e Autonomia, Colaboração e Adaptabilidade, Conexão e Afeto — as seis habilidades essenciais para o futuro do trabalho.
O Lado Sombrio Que Não Podemos Ignorar
Nem tudo são flores. A expansão de data centers para suportar IA está criando tensões socioambientais significativas. O consumo de energia e água, as emissões de gases de efeito estufa e o impacto em comunidades marginalizadas são questões que precisamos endereçar.
Um estudo do Laboratório de Políticas Públicas e Internet (LAPIN) analisou empresas como Amazon, Google, Microsoft, Ascenty, Elea e Scala, constatando aumentos em emissões e consumo, baixa transparência e dependência de créditos de carbono que mascaram impactos reais.
A pesquisa brasileira também revela preocupações legítimas: 42% temem pela privacidade, 36% se preocupam com manipulação e vigilância, 34% com desemprego em massa e 31% com notícias falsas.
A Integração Forçada e Suas Implicações
A Meta AI no WhatsApp é um exemplo perfeito dessa tensão. Desde outubro de 2024, a funcionalidade está integrada no Brasil, Reino Unido e Filipinas, mas não é possível removê-la completamente.
Isso ilustra um ponto crucial: a IA não está chegando — ela já chegou. E está sendo integrada em nossas ferramentas cotidianas, queremos ou não. A questão é: vamos ser passivos nesse processo ou vamos nos capacitar para aproveitá-lo conscientemente?
A Educação Como Chave da Transformação
Há sinais encorajadores. Na educação, 69% dos brasileiros afirmam que a IA auxilia muito nos estudos, 75% disseram ter aprendido algo novo, e impressionantes 90% defendem a inclusão do uso consciente de IA nas escolas.
Isso mostra que estamos abertos à transformação, mas precisamos de direcionamento. Em minha experiência fundando iniciativas educacionais inovadoras, vejo que o problema não é resistência à mudança, mas falta de capacitação adequada.
O Mercado de Trabalho Dividido
A pesquisa revela uma divisão interessante no mercado de trabalho: 49% veem risco de desemprego versus 51% que não enxergam ameaça. Enquanto isso, 43% reconhecem impactos positivos na forma de trabalhar.
Essa divisão reflete exatamente o que vejo nas empresas que assessoro: quem se prepara vê oportunidades, quem não se prepara vê ameaças.
A Perspectiva Global e Local
É interessante observar como diferentes regiões abordam a IA. O Congresso Trienal da União Católica Africana da Imprensa em Gana focou no equilíbrio entre progresso tecnológico e preservação de valores humanos.
Martine Lajoie, Secretária-Geral da UCAP, destacou que “a IA deve ser vista como instrumento a serviço da humanidade” e pediu vigilância contra abusos. É uma abordagem mais humanística que contrasta com a corrida desenfreada por lucros que vemos em algumas empresas.
A Oportunidade Brasileira
O Brasil tem uma oportunidade única. Somos o país que mais usa redes sociais no mundo, temos um ecossistema de fintechs robusto e uma população jovem e adaptável. Se conseguirmos conectar esse uso natural de tecnologia com conhecimento sobre IA, podemos criar algo extraordinário.
A pesquisa mostra que 41% acreditam na contribuição da IA para avanços científicos e educacionais, e 39% esperam melhorias em diagnósticos e tratamentos médicos. Há otimismo, há demanda, falta apenas conhecimento.
Qué significa esto para usted
Se você chegou até aqui, provavelmente faz parte dos 46% que ainda não usam IA generativa diretamente, ou dos 54% que usam mas sentem que poderiam aproveitar melhor. Em ambos os casos, você está na maioria.
E essa é uma boa notícia. Significa que ainda há tempo para se posicionar entre os primeiros a dominar essas ferramentas no seu setor, na sua empresa, na sua área de atuação.
Não estamos falando de substituir humanos por máquinas. Estamos falando de humanos equipados com IA superando humanos sem IA. É uma corrida que ainda está no início, e você pode entrar agora.
Por Onde Começar
Comece pequeno, mas comece hoje:
- Teste ferramentas gratuitas: ChatGPT, Claude, Gemini, Perplexity têm versões gratuitas
- Aplique no seu trabalho: Use para resumir textos, criar apresentações, analisar dados
- Experimente na vida pessoal: Planejamento financeiro, roteiros de viagem, receitas personalizadas
- Aprenda os fundamentos: Entenda como funciona, limitações, boas práticas
- Conecte-se com comunidades: Participe de grupos que discutem IA aplicada
O Futuro É Colaborativo, Não Substitutivo
Após apoiar mais de 10 mil startups e observar dezenas de transformações tecnológicas, posso afirmar: as melhores transformações acontecem quando tecnologia potencializa capacidades humanas, não quando as substitui.
A IA não vai nos substituir. Mas pessoas que sabem usar IA vão ter vantagem sobre pessoas que não sabem. É simples assim.
O paradoxo dos 93% que usam mas só 54% que entendem não é um problema — é a maior oportunidade de capacitação tecnológica que já tivemos. E o Brasil, com sua criatividade natural e adaptabilidade cultural, pode liderar essa transformação de forma única e humanizada.
No meu mentoring e nos projetos que desenvolvo, ajudo empresários e profissionais a navegar exatamente nessa transição: como usar IA para potencializar negócios sem perder a essência humana que nos diferencia. Porque, no final das contas, tecnologia é ferramenta — quem faz a diferença são as pessoas que sabem usá-la.
A revolução já começou. A questão não é mais se ela vai acontecer, mas se você vai ser protagonista ou espectador dela.
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